segunda-feira, 8 de abril de 2013

Especial: Curtas da Pixar Estúdios


Desde sua primeira estreia nos cinemas, com o famoso (e meu predileto) Toy Story, a Pixar Estúdios tem o hábito de exibir nos cinemas um curta-metragem inédito antes de cada animação lançado nos cinemas. Por isso, reuni alguns desses curtas para vocês se deliciarem: 


For the Birds

 


Partly Cloudy

 

Day and Night



 Geri Games

 

 La Luna - esse é o meu predileto!


 


 PaperMan

   

 Teaser do curta “The Blue Umbrella”, esse curta abrirá a continuação da animação "A Universidade dos Monstros".


 

:) Aproveitem! 

sábado, 6 de abril de 2013

A Casa Amarela


Vamos falar um pouco de teatro? Monólogo é uma coisa que nunca costuma chamar atenção, eu pelo menos sempre tenho um pé atrás com esse tipo de peça. Acontece que às vezes o ator é tão bom e se divide em tantos que o espetáculo fica maravilhoso!
Gero Camilo, ator e músico, fazendo Van Gogh, pintor e sonhador, uma peça que deixa qualquer um a flor da pele! A história de Van Gogh na casa amarela, em Arles no sul da França, é uma história cheia de emoções, cheia de cores, cheia de surpresas que vão sendo ditas, gritadas, sussurradas por Gero Camilo, um cara que estudou, viveu e viu cada detalhe disso tudo que ele nos apresenta.

Foto: Patricia Cividanes

Espetáculo: A Casa Amarela
Texto e atuação: Gero Camilo
Direção: Márcia Abujamra
Local: Espaço Parlapatões 
Até o dia 6 de junho, sábado às 21h e domingo às 20h. “Os ingressos custam 50 reais inteira e 25 a meia.”

Curta - Eu Não Quero Voltar Sozinho

Faz alguns anos que eu tive o imenso prazer de assistir este curta. Não lembro que me apresentou, acredito que tenha sido a Marcela, porém, desde então, o assisto com alguma frequência.
O curta-metragem brasileiro possui mais de 20 prêmios nacionais e internacionais e mais de 2 milhões de visualizações na internet, "Eu Não Quero Voltar Sozinho" fala da vida de Leonardo, um adolescente cego que acaba se apaixonando por Gabriel, um aluno recém chegado em sua escola.
A história relata a delicadeza de um novo sentimento nutrido pelo Gabriel e sua forte amizade com Giovana, que acaba tendo ciúmes por conta dessa nova relação entre Gabriel e Leonardo.
Esse curta mostra que os sentimentos vão além do olhar, do toque do cheiro, mostra que o carinho, lealdade, a amizade, o nascimento do amor puro, da cumplicidade e da descoberta.
Para fechar com chave de ouro o universo que o diretor Daniel Ribeiro criou com delicadeza, foi composta por Tatá Aeroplano e Juliano Polimeno a trilha sonora mais linda que eu já ouvi, Beijo Roubado retrata o sentimento que envolve o curta.

São quinze minutos de pura beleza, assista aqui:




Elenco: 
Ghilherme Lobo (@GhiLobo), Tess Amorim (@TessCoelho), Fabio Audi (@Fabio_Audi)

Roteiro e Direção: Daniel Ribeiro (@danielribeiro)

Produção Executiva : Diana Almeida (@DiAlmeida)

Fotografia: Pierre de Kerchove

Direção de Arte: Olivia Helena Sanches

Montagem:
Cristian Chinen

Edição de Som:
Daniel Turini e Simone Alves

Trilha Sonora:Tatá Aeroplano e Juliano Polimeno

Produção de Elenco:Alice Wolfenson e Danilo Gambini

Baixe gratuitamente a trilha sonora: http://eunoquerovoltarsozinho.bandcamp.com/

Site: http://eunaoquerovoltarsozinho.com.br/

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Me gusta

Eu adoro estudar cultura da América Latina. Literatura chega aqui no Brasil bem fácil. Cinema, com a internet, quem procura acha. Mas, e música? É difícil encontrar música latina boa. Existem poucos sites de dedicados ao tema e, no geral, a gente acaba conhecendo praticamente apenas por meio de dicas dos amigos. No post de hoje, eu vou fazer mais ou menos isso. Listei algumas das bandas que eu descobri nesses últimos tempos. Tudo coisa fina, bacanuda, bem conceituada no nosso lindo continente...


... e sem flauta peruana, prometo.


Calle 13 – Porto Rico




É reggaeton, rock, rap, cumbia, salsa, bossa nova. E me encanta justamente por ser tudo e não ser nada. Apaixonados pela América Latina, os músicos mesclam canções de protesto, de amor e homenagens ao continente, tudo com uma complexidade de cair o queixo, mas – isso é importante – sem deixar a coisa chata. A banda é liderada por dois irmãos, Residente, compositor e cantor, e Visitante, compositor, instrumentalista e diretor musical.  Calle 13 é a rua na qual eles moravam em San Juan, e os apelidos eram a identificação que apresentavam para o responsável pela segurança para entrar no bairro. Com 19 Grammys Latinos, Calle 13 é o grupo que mais ganhou prêmios na história do evento. Como se não bastasse, a banda é conhecida por suas campanhas sociais e envolvimento político (às vezes um pouco desnecessário, confesso). O documentário Sin Mapa, produzido por eles, é um road movie que mostra o mais bonito do nosso continente: sua natureza e sua gente. Confira aqui







...al cruzar la calle – Venezuela






Banda de poesia com música de fundo. Assim se auto-define ...al cruzar la calle. O que me cativou nessa banda são as letras. Extremamente poéticas. São sentimentos um pouco confusos, de quem está começando a vida agora. A voz de Linda Sjöquist reflete as dores e delícias de ser jovem, com seu romantismo ultravioleta. Baixe aqui . Los filósofos siempre terminan sooooooooolos. Pero yo te seguiré amandooooo.







No Te Va a Gustar – Uruguai 





O Uruguai é um país sossegado. Até as profundas mudanças sociais pelas quais o “paisito” está passando são feitas assim, na tranquilidade.  No Te Va a Gustar me gusta (ahn ahn) exatamente por isso. É uma banda de rock com uma pegada de reggae, e que me passa calma todas as vezes nas quais a escuto. Com o primeiro cd lançado em 1999, NTVG é muito famosa em sua terra natal e na Argentina. Quando estive nos dois países, eles estavam divulgando seu novo CD, Por lo menos hoy, e a música Chau tocava em todo lado. Peguei muito amor por eles e, em especial, por essa música.







Los Reyes del Falsete – Argentina






A Argentina tem muita música boa, e Los Reyes del Falsete não é exceção. É uma banda de Buenos Aires com uma pegada bem indie, uma coisa meio Two Door Cinema Club com a malemolência latina. São três discos que me cativaram por serem simples e, ao mesmo tempo, felizes. Parece aquela dos seus amigos da faculdade. Caseira, bacana, simpática, alto astral. Dá para ouvir online e baixar aqui







Francois Peglau – Peru






Eu não sabia se o colocava na lista ou não, já que o Francois (assim, sem cedilha) vive na Inglaterra há cinco anos, e isso influenciou muito sua música. Aí pensei melhor e decidi que sim. Afinal, o que é esse continente se não uma mistureba de estilos. Quando eu ouvi suas músicas pela primeira vez, tomei um susto. Se passaria por rock inglês sem a menor dificuldade. Mais que roqueiro inglês ou músico peruano, Francois faz música urbana. Delícia é colocar um disco dele para tocar em um dia de chuva, enquanto lê um livro e toma um chá. Quer tentar? É só baixar aqui.







Bomba Estereo - Colômbia






Cumbia psicodélica.
Sem mais.





Curtiu? E você, amado leitor, conhece alguma banda latino-americana joinha? Indica para a gente nos comentários, vai?


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

MiBuenaVista


Cidadã do mundo, a jornalista Vanessa Oliveira, que atualmente faz mestrado em Ciência Política na Sorbonne, em Paris, tem um projeto chamado MiBuenaVista. No que consiste? Passar seis meses em Cuba, estudando, produzindo a tese de mestrado e continuando um livro reportagem sobre a ilha, feito para a conclusão do curso de jornalismo. Como nada nessa vida é fácil, ela precisa de patrocínio e promete presentinhos incríveis para quem ajudar. Curtiu? Entra aqui pra entender melhor.



sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Não é vida adulta se os seus pais pagam seu BlackBerry




Quando você tem vinte e poucos anos, rola uma pressão da sociedade. Já ter um bom diploma, um bom emprego, um bom apartamento, um bom relacionamento, um bom carro. E continuar com o cabelo lindo e as unhas feitas.

 Mas, convenhamos: quem conquistou tudo isso com tão pouca idade? Eu, não. Muito menos a Hannah Horvath, protagonista da excelente série Girls, da HBO. Quatro amigas, uma delas escritora, uns caras, Nova York. Parece Sex and The City. Apesar das frequentes citações à “mamãe” das séries de mulherzinha e da produtora em comum, a afinidade para por aí. Isso porque Girls segue uma tendência muito interessante das séries recentes dos EUA: ninguém é um completo vencedor. A crise está aí para provar. E tudo bem, cara. Não rolou hoje, amanhã a gente vê.

No primeiro episódio, os pais da Hannah a comunicam que pararão de sustentá-la. Afinal, ela terminou a faculdade (de Letras), tem um estágio (não remunerado), um apartamento (pago com a grana dos pais), um livro em vias de ser publicado (um caderno cheio de reflexões aleatórias) e um namorado (um peguete que nunca sai de casa ou usa uma camisa ou fala coisa com coisa).

Se os pais apenas leem as frases principais, Hannah sabe que a vida de verdade está no conteúdo entre parênteses. E se desespera. E apela. Fala que eles têm sorte, ela poderia ser uma drogada. Em breve ela será a voz de sua geração. Ou uma voz, de uma geração. Mas não adianta. Agora é vida adulta, Hannah.



#chatiada

A forma como Hannah e suas amigas encaram o mundo é tão bem construída que às vezes dá vontade de abraçá-la e falar que vai passar. Em outras, de dar-lhe um tabefe e mandar ela acordar. Porque assim é a vida. E assim são as amigas da Hannah, as minhas e a suas também.

As crises pelas quais as quatro passam se encaixariam na rotina de qualquer menina de 20 e poucos anos. Como quando a Jessa fala que a coisa mais bizarra sobre ter um emprego é que você tem que estar lá todos os dias, mesmo quando não quer. Ou quando a Hannah diz que não quer um namorado, só um cara que queira estar com ela todo o tempo, pensa que ela é a melhor do mundo e quer fazer sexo só com ela.

O título deste post também é uma citação de Girls. Mas, como ser independente financeiramente em um país devastado pela crise? E ser dependente economicamente quer dizer que você é madura e, portanto, adulta? Eu não sei. A Hannah também não. Mas, se você quiser nos ajudar a descobrir, a segunda temporada de Girls começa domingo dia 13, nos EUA, e em breve dá as caras por terras brasileiras. 

(Ah, e se a Hannah é toda atrapalhada, sua criadora Lena Dunham já conquistou muita coisa. Ela interpreta a protagonista de Girls, assim como escreve e dirige a série. Tudo isso com apenas 26 anos. Então tá).


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Aquele filme que me acompanha




Me lembro como se fosse ontem. Estava no segundo ano do colegial e era dia de filme. Sentamos no auditório e a professora deu play em um trecho de Diários de Motocicleta, recém-lançado no Brasil.

Comecei a prestar atenção. O protagonista era uma graça. Gael ele chama? A história foi me cativando e eu mergulhei de cabeça. Dois amigos que sobem em uma motocicleta e vão embora ver o continente sul-americano, que conheciam apenas por livros. Gente, pode fazer isso? Sair andando assim para ver as 
coisas?

Eu não sabia, mas pode.

Ernesto, aquele que viria a ser o Che, e seu amigo Alberto viram neve, deserto, gente rica, gente pobre, gente saudável, gente doente. Fizeram amigos e inimigos. Tudo ali, documentado nos diários de um então estudante argentino e adaptados pelo cinema por Walter Salles.

Quando vi Diários de Motocicleta pela primeira vez, percebi que era isso que eu queria: sair andando para ver como as coisas são. Me despir de preconceitos e conversar, entender, ver, sentir. 

Esse foi o primeiro filme a chacoalhar meu mundo. Desde os 16 anos, muita coisa mudou. Em cada uma das vezes que revi Diários de Motocicleta, um aspecto me chamou a atenção, conversou com um momento pelo qual eu estivesse passando.

A última vez que o revisitei  foi sábado passado. Estou planejando minhas férias e toda vez que estou me preparando para viajar, revejo o filme. Me identifico com as cenas iniciais, os dois amigos cheios de sonhos, cantando, arrumando as malas, traçando um mapa.

Traçar um mapa.

Marcar as cidades pelas quais você vai passar. 

Abrir o coração e a mente para as lembranças que serão construídas. A suspensão no tempo que une passado-presente-futuro.

Tem sensação melhor nesse mundo? Desconfio que não.